Sou fã de Penélope e sua vocalista queridíssima desde que a banda começou a tocar por aí. E, em carreira solo, Érika Martins continua me encantando com sua voz doce e músicas cheias de energia e letras bonitas.
Mas não só na música ela me conquistou. Foi na moda que a moça teve grande influência em minha vida. Quando mais nova, vivia de olho em seus looksgirlie super românticos. As fofuras aqui da Pretty Penny devem muito a ela e suas companheiras de banda. Então dá pra imaginar o tamanho da minha alegria quando, ao final de um show, fui “tietar” um autógrafo em meu CD e ela elogiou um broche da loja que eu vestia.
Aproveitei pra mandar uns presentinhos e ontem ela publicou um comentário em seu blog e uma foto no facebook. Estamos orgulhosos por aqui e na esperança de ver mais fotos dela com nossos acessórios. Obrigada pela força, Érika! Continue cantando e enchendo nossos ouvidos de talento.
Apaixonada pelas fofurices q ganhei da Pretty Penny! Quero usar tudo agora!! Olha o cupcake q fotogênico!! (Érika Martins em seu facebook)
A presilha cupcake da foto está em nossa loja virtual.
A Pretty Penny não seria nada sem a inspiração musical. Em homenagem ao dia do rock preparei um top5 com meus discos preferidos das minhas bandas mais queridas. Disfarce e finja que não percebeu o inevitável top6.
5º lugar
Belle and Sebastian - If You're Feeling Sinister
4º lugar
Sonic Youth - Daydream Nation
3º lugar (com empate técnico)
Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite Sadness
Cada um tem seu jeito de apreciar a música, mas de certa forma acho que a maioria das pessoas dá uma importância vital a ela. Posso dizer com certeza que não existo sem. Mas, entre tudo que já ouvi, que gostei e desgostei, nenhuma teve uma relevância tão grande quanto os Beatles. E nunca terá.
Meus pais eram jovens no final dos anos 60 e início dos 70. Meu pai era cabeludão e minha mãe fez aulas de bateria. Nos anos 80, quando começaram a vender os primeiros CDs, ele comprou a coleção inteira do fab four. Mas bem antes disso eu já ouvia os vinis, com uns 4 ou 5 anos de idade, desde que aprendi a operar uma vitrola sozinha. Isso porque meus pais me injetaram com as músicas desde bebê. E nem existia o cd Beatles for babies!
Revolver na vitrola *
Fui crescendo e descobri que existia mais música além do meu conhecimento. Passei por Guns n Roses, Nirvana. Refinei pra Smashing Pumpkins, Sonic Youth. Abri a cabeça pra Belle and Sebastian, Pulp, Of Montreal. E até quase enlouqueci de “fãzice” quando conheci The Who. Essas e tantas outras bandas influenciaram a construção do meu gosto musical.
Mas aqueles quatro rapazes de Liverpool cantaram pra eu dormir, seguraram minha mão quando tive medo do escuro, me ensinaram a falar inglês, enxugaram minhas lágrimas quando levei um fora do namorado, pularam de alegria quando entrei na faculdade. Até mesmo me deram o braço pra entrar na igreja quando casei (ao som de Eleanor Rigby instrumental).
Eu e meu bootleg em vinil (Original Audition Tape) *
Enfim, acompanharam todas as fases da minha vida. Não é a toa que digo que fui criada por eles e sinto um amor incondicional pelas músicas, seja a fase bons moços, mod, psicodélicos, experimentais… é tudo lindo e faz parte de mim. Beatlemaníaca é uma das palavras que me define.
Jorginho, João Lenão, Ringo e Billy Shears
E, pra finalizar, ontem foi aniversário do Ringo. Então um feliz aniversário atrasado aqui no blog, Ringão! Você pode não ser o melhor baterista do mundo, mas sabe como é esse amor incondicional.
Olá! Aqui é a Aline, estilista que cuida da Pretty Penny. Vou começar a escrever por aqui pra falar um pouco do mundo que me inspira. Minha intenção não é resenhar sobre música e cinema ou contar as últimas novidades da moda. Quero apenas mostrar aos nossos leitores um pouco do universo em que a Pretty Penny se envolve na hora da criação. Serão postagens pessoais sobre gosto, paixões, inspirações ou, até mesmo, um pouco de frustração.
Vou começar com música, por uma banda que escuto há pouco tempo e me conquistou como poucas conseguiram; o The Who. Todo mundo já deve ter escutado My Generation, The Kids are Alright e aqueles 3 hits que ganharam fama nas aberturas das séries CSI, além de saber que o guitarrista Pete Townshend é precursor de quebrar instrumentos nas apresentações e tem uma forma bem peculiar de tocar guitarra, fazendo seu movimento conhecido como windmill. Mas é só isso?
John, Pete, Roger e Keith
É difícil conhecer fãs da banda no Brasil, eu mesma só conheço dois e um deles é meu marido. Mesmo assim demorou anos para resolver pegar tudo que eles lançaram e apertar play. Foi preciso um empurrão do jogo Rock Band, com as músicas Won’t Get Fooled Again e Pinball Wizard.
Ouvir as coisas dos anos 60 foi muito fácil. Sou Beatlemaníaca, adoro moda e decoração Mod, coleciono Barbies vintage -- mas isso é outra história. Me deliciei naquele som cru, barulhento e cheio de energia. Achei o álbum The Who Sell Out espetacular em seu formato de programa de rádio, com as músicas intercaladas entre vinhetas e comerciais.
I Can See for Miles
Mas foi quando cheguei no disco Tommy que percebi a importância do que estava ouvindo e entendi a genialidade de Pete Townshend. Apesar de seu conceito de ópera rock ter sido introduzido no A Quick One, foi com Tommy que um álbum contou, faixa a faixa, uma única história.
Ele também serve como um divisor de águas na musicalidade e até mesmo no visual da banda. É um disco mais sério, cheio de nuances, frases recorrentes e tem sua parte instrumental muito bem trabalhada. É nele que a voz lindíssima de Roger Daltrey explode e as músicas são tão bonitas que me dão vontade de chorar.
Mas ao chegar nos próximos discos tive um pouco de dificuldade em digerir as mudanças. Não gosto de rock dos anos 70. É muita frescura, com os gritinhos estridentes e sintetizadores cheios de drama, tudo que o The Who começou a incorporar em suas canções. Enquanto houve a transição, em que tudo era moderado e quase sutil, ainda saíram coisas muito boas, como os álbuns Who’s Next e Quadrophenia - outra ópera rock da banda -- e outros quase tão bons, The Who By Numbers e Who Are You.
Won’t Get Fooled Again (live)
Depois disso, infelizmente, veio o Face Dances, no auge do sintetizador, e a pérola It’s Hard que, como o nome já diz, é a maior dureza mesmo. Algumas músicas podem facilmente ser confundidas com bandas genéricas tipo Supertramp. Destaque especial para Eminence Front, que tocou tantas vezes no rádio nos anos 80 e eu perderia uma aposta se alguém me falasse que era deles.
A banda está reunida há alguns anos, mesmo após a perda do baterista Keith Moon e do baixista John Entwistle. Eles fazem falta, mas pelo menos assim o The Who continua difundindo sua obra para quem ainda não conhece -- apesar de terem lançado um outro álbum bem fraquinho em 2006, o Endless Wire. O que me deixa triste é ver como a idade pesa nos vocalistas. Roger está sem voz e sem fôlego, mas aí entra o carinho do fã em entender e até admirá-lo ainda mais por continuar na ativa.
E quem se interessar em conhecer a banda, faça como eu, vá do começo ao fim, sem mudar a ordem dos discos e não ouça coletâneas antes do último. É sempre a melhor forma. Mas não deixe as coletâneas de lado, pois muitos dos hits só aparecem nelas. E, no caso do The Who, vale a pena também assistir aos filmes Tommy e Quadrophenia. O primeiro tem a participação da própria banda, com Roger Daltrey no papel principal.
Eu não ia falar nada, mas preciso confessar que o Pete Townshend era o maior gatinho, apesar de ninguém concordar comigo. O Roger também era, mas isso é unânime, não?